27.12.12

Roncos & Sibilos

Se do ronco se faz verso
e do verso o seu avesso,
do repouso me despeço
pois que o ressono é um terço

de ruídos, um rosário
de sibilos guturais
(fosse canto de canário),
mas não é, e digo mais

que perante tal bramir,
tal decante de zunidos,
até os cães a latir
contra os gatos esbaforidos

mais parecem um coral
afinado, por sinal.

Domingos da Mota

a partir da leitura do "Soneto do ronco", de Jorge Linhaça

(dedicado ao médico especialista de doenças pulmonares, Dr. António Ramalho Almeida, e à sua Banda "Roncos e Sibilos")

4 comentários:

  1. carmem16:36:00

    " Traduzir as coisas da natureza, são como viver seus sentimentos, e reviver seus encantos".
    Um poema é quase o retrato de quem escreve, pois seu semblante retrata internamente aquilo que somos naturalmente"...

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    1. Carmem,

      Agradeço a leitura e o comentário.

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  2. Olá! Tudo bem com você?
    Belíssimo post!

    Vou seguir seu blog, tudo bem??

    Será sempre bom passar por aqui, gosto de apreciar as coisas que você escreve e seleciona com tanto cuidado.
    É um grande prazer deixar meu comentário dizendo que adorei sua postagem!

    Que você tenha um ótimo 2013, com muita paz, amor, e que todos os seus sonhos e planos se realizem!
    Desejo tudo isso do fundo do meu coração!
    Um grande beijo
    Até mais

    ;**

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    1. Gabi P. Deutner,

      Grato pela visita, pelo generoso comentário e pelo acompanhamento do blogue.

      Retribuo os votos de um excelente ano de 2013.

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