1.5.13

Motete sobre coisíssima nenhuma

O homem não foi eleito
(nem) coisíssima nenhuma,
e mostra um ar contrafeito
e mais cerrado que a bruma.

O homem foi nomeado.
O homem foi promovido.
Gravemente obcecado
e bastante presumido,

o homem deu no que deu,
e é isto o que se vê
(e ademais quem o escolheu,
ou é cego, ou treslê).

Se o homem se mantiver,
ai de quem sobreviver.

Domingos da Mota

[inédito]

2 comentários:

  1. Anónimo00:17:00

    Assim , sim, até passo a gostar de poesia....

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  2. Caro Anónimo,

    Se este poema "sobre coisíssima nenhuma", o leva a gostar de poesia, imagine só quanto poderá gostar de poemas que tratem de algumas coisas, ou coisíssimas. Mas, digo-lhe, só pelo seu comentário, já valeu a pena o motete.
    Obrigado pela visita.

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