11.5.14

Ad libitum

Amigos (uns quinhentos), virtuais
são muitos, sendo poucos os duráveis
que passam por alguns dos meus murais,
e menos os que deixam invejáveis

e doutos comentários que ademais
exijam uma aguda autocrítica.
De tantos e tão poucos, gosto mais
dos amigos frontais e não politica-

mente correctos, que aprofundam as
questões com pertinaz acutilância,
cabalmente, sem mas nem meios mas,
que mesmo quando em franca dissonância,

a forma como os vejo é de tal modo
que não tomo a parte pelo todo.

Domingos da Mota

[inédito]

2 comentários:

  1. «ad libitum» e assim seja! Gostei do conteúdo do poema e concordo com cada uma das palavras...

    Uma curiosidade (tonta)... a minha professora de Português dos 3º, 4º e 5º anos do Liceu (anos 50) tinha a alcunha - posta pelos alunos, naturalmente - de "Libitina", palavra vinda dessa expressão a que obedece o poema... Coisas da adolescência, enfim...

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    1. Interessante a alcunha de Libitina (não de Libertina), a uma professora de Português! Certamente que poucos professores, nessa época, permitiriam esse à vontade aos seus alunos.
      Obrigado pela leitura e pela apreciação.

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