2.11.14

De profundis

Colho as flores negras do tempo
que murcharam no jardim;
os botões do pensamento
são da cor do tempo assim,
de luto face ao tormento
dos que chegados ao fim
deixaram em testamento
este negrume sem fim.
Do tempo não colho as rosas,
das searas o seu trigo;
e se adejam mariposas
o seu voo é tão antigo
que me perco, apesar
de ver a estrela polar.

Domingos da Mota

[revisto] 

2 comentários:

  1. Bom dia,
    Sempre vale a pena cá passar.
    Saudações.
    Clarisse Silva

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    Respostas
    1. Clarisse Silva,

      Grato pela visita.

      DM

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