19.2.15

Não

Não é por trinta dinheiros
que me vendo, que me rendo,
me submeto ao tremendo
ónus dos flibusteiros,

ou que cedo à voz do dono,
ao coro de paus-mandados
que trazem velhos recados
com sinais de desabono.

Se trinta dinheiros são
o preço da traição,
não serei um novo Judas,
como pensas, como julgas

dos que ousam dizer não.

Domingos da Mota

[inédito]

2 comentários:

  1. Gostei demais!!! Não vendo os meus poemas tem por trinta, nem sessenta dinheiros!!!

    Beijos querido!!^^

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  2. Suzana Martins,

    Obrigado pelo comentário (ainda que longe da leitura que o sujeito poético faz do poema); uma prova de que quem completa o poema é o leitor.

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