9.4.15

Sem título

Oh flores sujas de sangue,
despetaladas e frias,
como se corpos exangues
com as órbitas vazias:
quantas pétalas caídas,
ceifadas, barbaramente,
degoladas, abatidas,
imoladas por dementes
mercenários do terror
com insondáveis desígnios
e sicários sem temor
em terríveis morticínios,
que não há no mundo todo
quem redima tanto ódio.

Domingos da Mota

[revisto]


4 comentários:

  1. Poema que desperta o aroma das pétalas, a incentivar a resiliência.
    Belo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Nikas Nini,

      Muito diferente da minha a sua leitura do poema, que agradeço.

      Eliminar
  2. Lá se foi o comentário que tinha escrito!
    Já percebi que tenho fazer copy/paste antes de mandar publicar.
    E agora não consigo refazer de novo...mas vou tentar....

    E as crianças do Quénia, Senhor, porque lhes deste tanta dor, porque as deixaste ferir assim?

    E no resto do mundo em que, dia a dia corpos jazem na terra fria do ódio e do preconceito...

    "...
    que não há no mundo todo
    quem redima tanto ódio."

    ResponderEliminar
  3. O poema foi feito a pensar em todas as "flores assassinadas", urbi et orbi.

    ResponderEliminar