4.7.15

Nunca o medo

Fosse o espanto, nunca o medo
o causador de arrepios
quando irrompem, tarde ou cedo,
no meio de desvarios,

ameaças de degredo,
a chantagem, pura e dura,
contra quem, neste arremedo,
desafia a urdidura

de tantos mangas-de-alpaca,
serviçais, vozes do dono,
que afiam como se facas
expiações, desabonos,

impassíveis, inumanos
contra gregos e troianos.

Domingos da Mota

[inédito]

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