7.9.15

moradas

da poesia não sei,
mas gostaria, contudo,
de saber, como direi,
por que razão fico mudo
de espanto, quase alegria,
quando encontro no caminho
um desvio que, diria,
poderá ser-lhe vizinho?
se as moradas são poucas,
onde quer que ela esteja,
seja quem for que a faça
(se os poetas são loucos),
será lúcido quem veja
a sombra da sua graça?

Domingos da Mota

[inédito]

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