29.9.15

Variações sobre coisíssima nenhuma

Sem coisíssima nenhuma,
que fazer da coisa agora,
do ónus que se avoluma
e obriga. (Pese embora,

haver quem diga que o dito
amortece, que há sinais
de que o fardo maldito
já foi pior, já foi mais

carregado, já se vê
uma luz ali, além,
lá no fundo) - e porquê?

Apenas porque convém
repescar, mesmo sem fé,
quem já não crê em ninguém.

Domingos da Mota

[revisto]

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