15.10.15

[Quase nada é tudo]

Quase nada é tudo
o que vê em si,
um nada contudo
maior quando ri

(mesmo que sisudo),
quando ri de si.
Para quê levar-se
a sério demais,

se pode enganar-se, 
errar e ter mais
ou menos defeitos

e vícios e mínguas
que outros sujeitos
que afiam as línguas?

Domingos da Mota

[inédito]

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