22.5.16

Bipolar

Ora no cimo do monte
borbulhante como um rio
se dilata o horizonte,
sobrepuja o desafio;
ora à beira do abismo
como se buraco negro
quando o breu replica o sismo
e o ciclone severos;
ora o sol, brisa suave
e macios como linho;
ora a mania mais grave,
depressão e desalinho:
este poema tem ar
de doente bipolar.

Domingos da Mota

[revisto]

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