1.5.16

Chá de sumiço

Não sei quem foi que partiu,
que saiu sem dar cavaco,
a razão por que fugiu
apressado como um rato
que abandona o navio
mal a tormenta ameaça,
uma vela sem pavio
com receio da borrasca.
Quem assim se escafedeu,
se sumiu, desamigou,
seja crente ou seja ateu
ou agnóstico ou
sem pensar em nada disso,
tomou um chá de sumiço.

Domingos da Mota

[inédito]

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