19.9.16

mas que desperdício

se depois de tudo
o que vês é nada,
nada sobretudo
da vida chegada
à beira do fim
e o pouco que resta:
lembranças, enfim,
memórias da festa
não deixam de ser
ideias fugazes,
pavios a arder
agora incapazes
de alumiar,
luzir, realçar
as formas, diria,
duma almotolia,
se apenas vês isso,
mas que desperdício.

Domingos da Mota

[inédito]

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