6.9.16

Transtorno

Há que analisar o medo,
medo que rói como um rato
e dissecar-lhe o enredo,
ainda que abstracto;
e se for preciso um susto
que o deixe desvalido,
importa dobrar o custo
até que fique falido
e desprovido dos fios
com que tece a sua trama,
dissimulados, sombrios:
um ror de fel e de lama
descoberto na vazante
do transtorno delirante.

Domingos da Mota

[inédito]

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