16.10.16

Quem me dera!

Quem me dera! Mas não há
quem te dê o quem me dera:
se até um vago oxalá
não passa duma quimera,
e quando essa ambição
radica numa utopia,
na venturosa ilusão
que te estende a mão vazia,
o quem me dera não dá
para dar sequer um passo,
um passo em frente que vá
mitigar o embaraço,
sempre que olhas e vês
quem te olha de viés.

Domingos da Mota

[inédito]

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