14.11.16

A febre

A febre que sinto ardente
na tua pele, poro a poro,
quando a toco nuamente
de cima a baixo e percorro
com a língua, com os dedos,
com as unhas, ao de leve,
e arrepiam-se os pêlos,
sobem os picos de febre,
se longamente na boca
do corpo reteso o falo
copioso numa louca
sofreguidão do embalo,
fome e sede que tresloucam
a volúpia de que falo

Domingos da Mota

[inédito]

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