20.7.17

Toada dos batráquios

Estes batráquios,
sapos e rãs,
velhos terráqueos,
arrastam fãs;
mesmo de louça,
de louça fina,
há quem os ouça

a coaxar,
tal a verrina,
basta escutar.
Com pés de barro
sobre os balcões,
de olho avaro,
camaleões,

quando um cigano
se aproxima,
lançam, disparam
os palavrões,
com ou sem rima.
São uns racistas
pardos, xenófobos

e arrivistas.
Fossem macrófagos
contra as bactérias,
as inimigas.
Mas os batráquios
são candidatos?
Nem-sei-que-diga.

Domingos da Mota

[revisto]


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