07/05/2018

Da presunção de inocência

Até que se julgue
assim se dirá:
ajudas, empréstimos
sem juros, quiçá,

que a vida airada,
de fausto, de luxo,
provinha da fonte
e tinha um repuxo

de onde jorrava
o fluxo vivo
que se avigorava,
até ser cativo.

Se não for assim
e se for assado,
que fazer então 
deste arrazoado?

Até que se prove,
não vou desdizer,
malgrado a vergonha
ou coisa pior.

Domingos da Mota

[inédito]

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