22.12.14

Solstício de inverno

Não decantes mais poemas
de Natal, a menos que
venham sem barbas nem renas
voadoras, só e se
para além de originais,
na sua extrema nudez,
realcem as radicais
contradições do que vês.

Longe de ser um poema
de Natal, com mais do mesmo,
que se alongue sobre o tema
e reluza, quase a esmo,
este celebra o solstício
de inverno, ab initio

Domingos da Mota

[inédito]



Sem comentários:

Enviar um comentário