Os que te amam sejam como o sol
no cimo do seu esplendor
José Tolentino Mendonça
A ESTRADA BRANCA, Assírio & Alvim, Lisboa, Março 2005
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5.10.19
30.9.17
A estação impossível
O poema exprime-se em frases entrecortadas
linhas da corrente, irrisórias explosões
mas espera qualquer coisa
suficientemente brilhante
qualquer coisa
para lá dos caudais escoados
que no alto erga
a estação impossível
esse momento em que a língua dos homens
não possa mais mentir
José Tolentino Mendonça
Teoria da Fronteira, Assírio & Alvim, Maio de 2017
linhas da corrente, irrisórias explosões
mas espera qualquer coisa
suficientemente brilhante
qualquer coisa
para lá dos caudais escoados
que no alto erga
a estação impossível
esse momento em que a língua dos homens
não possa mais mentir
José Tolentino Mendonça
Teoria da Fronteira, Assírio & Alvim, Maio de 2017
9.10.12
O tempo
O tempo perfura portas cerradas
biombos, tabiques e lapsos
um rangido de ferrugem velha
a mercadoria imaginária que tenhamos
insectos erram de planta em planta
um feto desdobra as grandes folhas
estranhamente espaçosas
nesta estação
A lua sobe no céu
lavado de fresco pelas últimas trovoadas
José Tolentino Mendonça
ESTAÇÃO CENTRAL, Assírio & Alvim, Lisboa, Setembro de 2012
biombos, tabiques e lapsos
um rangido de ferrugem velha
a mercadoria imaginária que tenhamos
insectos erram de planta em planta
um feto desdobra as grandes folhas
estranhamente espaçosas
nesta estação
A lua sobe no céu
lavado de fresco pelas últimas trovoadas
José Tolentino Mendonça
ESTAÇÃO CENTRAL, Assírio & Alvim, Lisboa, Setembro de 2012
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