ruas, sem poesia
onde correm novo lamentos
mulheres e homens, em agitação desorientada
clamam e acusam a ofensa imensa
no extremo da multidão já se movem os cabelos delas
pouco cobertos
expostos sob as sedas mais coloridas que deslizam
lentas
cabeças perfeitas, dispostas ao antigo sacrifício
instantes:
a mancha vermelha da morte
impressa injusta presente
nas vestes contemporâneas
como vingar-te fora destas páginas?
Junho de 2009
Dália Dias
NÍVEIS DE CINZA, De Facto Editores, Santo Tirso, novembro 2025
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8.10.26
NEDA/TEERÃO
22.12.11
VEDORES
Sente:
como se a sombra fosse o próprio espaço
ou os musgos não quisessem dizer nada
Prepara um salto
sem gravidade
leve
desmedido para poderes fingir que nem quiseste
Abandona toda a confiança
no limite da luz
como se não houvesse mais que músculos e
intensidades
Fixa os sulcos sem tempo,
uma outra vida
na água que as pedras sempre ocultam!
Janeiro 2008
Dália Dias
MAIS A NORTE / PRUMOS, Edição Fava, Dezembro, 2011
como se a sombra fosse o próprio espaço
ou os musgos não quisessem dizer nada
Prepara um salto
sem gravidade
leve
desmedido para poderes fingir que nem quiseste
Abandona toda a confiança
no limite da luz
como se não houvesse mais que músculos e
intensidades
Fixa os sulcos sem tempo,
uma outra vida
na água que as pedras sempre ocultam!
Janeiro 2008
Dália Dias
MAIS A NORTE / PRUMOS, Edição Fava, Dezembro, 2011
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