A Europa, coberta de isóbaras ou um labirinto; de nimbos, cirros ou um branco panal de mortos; de setas, ventos, ou flechas apontadas ao coração tão débil.
Fiama Hasse Pais Brandão
As Fábulas, Quasi Edições, Vila Nova de Famalicão, Abril 2002
Essa que um dia disse "fosse eu mais atenta aos sons e ouviria gorgolejar a água", agora, das árvores, ela ouve o eco da folhagem sem o movimento. Das ondas, escuta a absoluta linha silente do horizonte. De Bóreas, ela sabe que o inaudível vário vento no que é diverso traz o mesmo. E ouvinte de leitor, alheio e seu, ela ouve o som das suas letras e aprende que os silêncios breves somente são um eco das palavras e que o total silêncio é no Todo o máximo eco para que tende a voz. 24/5/94 Fiama Hasse Pais Brandão CANTOS DO CANTO, Relógio D'Água Editores, 1995