16.1.15

Nocturno

Acendeste o silêncio, 
esse silêncio feito
de  terra e cal, de erva 

chã: o fogo raso, 

rente, radical, afoga,
cega a estrela

da manhã. Silêncio

que transmuda: mineral?, 
sutura vegetal?, talvez

romã. Ou a música

silente, sideral, à beira
da fonte aldebarã.

Domingos da Mota


(publicado, com variações, na revista Palavra em Mutação, N.º 2Zero, Novembro 2002/Abril 2003)

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