Acendeste o silêncio,
esse silêncio feito
de terra e cal, de erva
chã: o fogo raso,
rente, radical, afoga,
cega a estrela
da manhã. Silêncio
que transmuda: mineral?,
sutura vegetal?, talvez
romã. Ou a música
silente, sideral, à beira
da fonte aldebarã.
© Domingos da Mota
(publicado, com variações, na revista Palavra em Mutação, N.º 2Zero, Novembro 2002/Abril 2003)
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