um rio precisa de muito fio de água
para refazer o fio antigo que o fez.
João Cabral de Melo Neto
Falo de Abril,
da torrente breve: do rio
grande, quase nu: revolto
galgou as margens, inundou.
(Rebelde resiste ainda
num riacho rouco).
Falo de Abril, de Maio,
do verão, do verão
cheio, sublevado,
vivo nas fontes sequiosas
deste chão: deste chão
de pé: jamais cativo.
Domingos da Mota
Bolsa de Valores e Outros Poemas, Temas Originais, Lda., Coimbra, 2010
Parabéns e obrigado. Belo poema.
ResponderEliminarGrato pela leitura e apreciação da elegia.
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