direitos e deveres, contratos mil,
arroga-se um poder de vistas curtas
com força para impor uma lei vil
de trabalho de graça (como outrora
os servos da gleba prós senhores),
cujo banco de horas, hora a hora,
engorde mais e mais exploradores.
A súbitas decretam a corveia,
o trabalho forçado, o confisco,
sabendo que armada a tensa teia
desenvolve tentáculos, e o risco
de cevar a avidez com a torpeza
duma austera, apagada e vil tristeza.
Domingos da Mota
Caro Domingos da Mota, o teu poema é incisivo e muito bem construído e com um cheirinho a Camões que só lhe fica bem. Parabéns. Abraço
ResponderEliminarPoema incisivo, bem construído e com um cheirinho a Camões, que só lhe fica bem é a opinião do Luís Serrano que te envia um abraço.
ResponderEliminarObrigado, Luís Serrano. Abraço.
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