Cambaleante sai do vão da sombra
com seu passo de pássaro cansado.
Há muito que não fende o ar em vôo planado:
agora arrasta os pés por um atalho
na montanha, até chegar ao cume,
donde se avista o caminho andado.
António Barahona
RASPAR O FUNDO DA GAVETA E ENFUNAR UMA GÁVEA, Averno | 2011
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