(ou de outros como estes)
que roubam, confiscam e saqueiam,
Dos que fazem do mercado
santo-e-senha
da nossa salvação,
Daqueles que receitam a pobreza
a miséria de milhões para que poucos
ostentem o poder e a ganância,
De prosélitos mais papistas que o papa
mais neoliberais
que os demais,
Das portas trancadas dos palácios
das torres de marfim onde se movem
os fautores de tanta perdição,
Dos que usam as pessoas como ratos,
Da cegueira de ouvido
dos que mandam alheios
aos clamores das multidões,
Do cutelo ou da corda
no pescoço curvado
pelo medo
Do medo
de sem medo erguer a voz
e sacudir a cerviz,
que roubam, confiscam e saqueiam,
libera nos, Domine!
Dos que fazem do mercado
santo-e-senha
da nossa salvação,
libera nos, Domine!
Daqueles que receitam a pobreza
a miséria de milhões para que poucos
ostentem o poder e a ganância,
libera nos, Domine!
De prosélitos mais papistas que o papa
mais neoliberais
que os demais,
libera nos, Domine!
Das portas trancadas dos palácios
das torres de marfim onde se movem
os fautores de tanta perdição,
libera nos, Domine!
Dos que usam as pessoas como ratos,
cobaias de modelos
sociais,
sociais,
libera nos, Domine!
Da cegueira de ouvido
dos que mandam alheios
aos clamores das multidões,
libera nos Domine!
Dos pastores que louvam
os rebanhos que não tugem
nem mugem,
os rebanhos que não tugem
nem mugem,
libera nos Domine!
Do cutelo ou da corda
no pescoço curvado
pelo medo
libera nos, Domine!
Do medo
de sem medo erguer a voz
e sacudir a cerviz,
libera nos, Domine!
© Domingos da Mota
© Domingos da Mota
Já fiz a alteração mas peço-lhe que verifique.
ResponderEliminarEste meu «site» mascarado de blogue por vezes assombra-me com dificuldades de «mar salgado» para as quais não sou suficiente marinheira.
Na contra navegação, permita-me que lhe diga que o acrescento tornou ainda mais intenso o seu Exorcismo, de que muito gostei.
Confesso que até tenho alguma inveja por ele não ser meu!
Agradeço a divulgação deste Exorcismo, e as correcções posteriores, no seu site. Entretanto, modifiquei o primeiro verso da sexta quadra, mas passarei pelo blogue e deixarei o respectivo comentário (que não precisará de ser publicado, a menos que queira deixar alguns traços da "oficina" do autor).
EliminarQuanto à "inveja" de que fala, não há necessidade: o poema passa a ser, é enriquecido também por quem o lê.
Já alterei, com gosto.
ResponderEliminarMas lá que este Exorcismo se está a tornar no «exorcismo do nosso desassossego» é facto.
Oxalá resulte: abracadabra!
Acho que tenho muito ainda que rezar... ou, em alternativa, ler mais, ao fogo maduro da sua escrita, para aprender, para aprender...
ResponderEliminarTeresa Teixeira,
EliminarEste Exorcismo pode ser "rezado" por crentes e descrentes, e certamente não lhes fará mal. Quanto ao aprender, estamos todos sempre a aprender uns com os outros.
Grato pela sua visita, e, ao que vejo, pelo seu acompanhamento deste simples lugar de poesia.
José Félix,
ResponderEliminarGrato.
DM