11.11.12

NÃO ME MOSTRES NENHUM NORTE

Não me mostres nenhum norte
nem estradas para lá:
são tudo embustes.

Mostra-me antes pedras, folhas mortas
de Outono atapetando o chão das matas,
voos de libelinha rasando o sol poente,
cândidas risadas infantis.

Quero eu dizer: mostra-me coisas
daquelas que se corrompem sem pressa.

A. M. Pires Cabral

COBRA-D´ÁGUA, Edições Cotovia, Lda., Lisboa, Outubro de 2011

4 comentários:

  1. Não precisamos de norte algum...
    Norte são para os fracos...
    ( TUDO MENTIRA )

    Fica o abraço Domingos, do Felipe...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Felipe Terra,

      Grato pela visita.

      Abraço.

      Eliminar
  2. Boa noite, Domingos. Ainda que já o tenha feito na minha "casa", resolvi bater à sua porta para lhe agradecer a visita e a sua poesia.

    Este poema de A. M. Pires Cabral, com quem tive o prazer de trocar umas palavras há pouco tempo, é um dos meus preferidos.

    Bom resto de domingo. :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Agradeço a visita e o comentário.
      Tardiamente, e peço desculpa por isso, retribuo os votos de um bom fim de semana.

      Eliminar