09/02/2012

DIA A DIA

Estamos sempre a perder coisas,
as mais frágeis, ou as que caem pelo caminho
quando abrimos os braços para receber.
A nossa vida nunca tem as mesmas palavras
para o que transportamos,
mas tudo o que achamos nos deslumbra
a casa, cheia de coisas que temos
ou não temos cada dia.

Rosa Alice Branco

Da Alma e dos Espíritos Animais, Campo das Letras - Editores, S.A., Porto, Julho de 2001

2 comentários:

  1. Recolho aqui e lá coisiquinhas intangíveis direto, às vezes na luz, às vezes nas tênebras. E também as perco. A RAB nos expressa com propriedade...

    ResponderEliminar
  2. Há vários livros de poemas de Rosa Alice Branco de que gostei, e que vale a pena ler, nomeadamente o último "Gado do Senhor".

    ResponderEliminar